Męs Cotação Dif.
Dez/08 121,10 -2,00
Mar/09 128,50 -2,20
Mai/09 0,00 0,00
Męs Cotação Dif.
Dez/08 110,65 2,35
Mar/09 112,00 0,65
Mai/09 114,80 0,65
Męs Cotação Dif.
Nov/08 1.761,00 -13,00
Jan/09 1.823,00 4,00
Mar/09 0,00 0,00
Moeda
Venda
Var.(%)
Euro x Real
3,07
0,05
Dólar
0,00
0,00
Sobre o Café
Pragas e Doenças

 

Fonte: Cultura de Café no Brasil Novo Manual de Recomendações (Matiello, Santinato, Garcia, Almeida e Fernandes).

    Doenças - Ferrugem

A ferrugem é uma doença que ocorre no cafeeiro sob a forma de ferrugem farinhosa, causada pelo fungo Hemileia coffeicolla, ainda não constatada em cafezais no Brasil, e ferrugem alaranjada, causada por Hemileia vastatrix, enfermidade grave na cafeicultura brasileira a partir da sua constatação, em 1970.

A ferrugem ataca as folhas inferiores com uma massa de esporos (cerca de 150mil por pústula) que são as sementes do fungo. As lesões provocam a morte dos tecidos, começando pelo seu centro, que se torna marrom-escuro. Nas lesões velhas pode ocorrer o fungo Verticillium hemileae tornando-as de aspecto esbranquiçado. Esse fungo se alimenta do micélio da ferrugem, sem, entretanto, oferecer um controle efetivo da doença.

Os esporos são disseminados a longas distâncias pelo vento, pelos insetos, pelo homem e por outros animais. Na mesma plantação, de uma planta a outra e de folha em folha, a maior disseminação da doença ocorre pelas gotas de chuva.

Os fatores climáticos favoráveis à doença são: a temperatura, na faixa de 20-24 ºC, umidade necessária à germinação dos esporos favorecida pelas chuvas freqüentes, principalmente as finas, pelo orvalhamento noturno e por ambientes sombrios.

Nas lavouras, a doença é beneficiada por: a)sistemas de plantio e condução que tornam o ambiente (microclima) mais sombrio e úmido, como os sistemas adensados e as plantas com muitas hastes; b)a adubação e os tratos mal feitos tornando as plantas mais susceptíveis à doença; c) a presença de inóculo do ano anterior, que influi antecipando e agravando o ciclo da doença; d) a carga pendente, que é o fator mais importante por tornar o cafeeiro mais susceptível, uma vez que as reservas de carboidratos e componentes importantes da resistência são deslocados para a frutificação; e) a variedade, sendo que dentre as susceptíveis, o Catuaí suporta mais o ataque que o Mundo Novo. Esses fatores favoráveis influem tanto no nível de dano causado, quanto na forma de controle.

Na região de café arábica no centro sul do país, a doença evolui de dezembro a maio/junho, coincidindo com o período chuvoso, com temperaturas mais altas e com maior susceptibilidade das plantas.

Os prejuízos da ferrugem resultam da redução da área foliar das plantas, pelas lesões e pela desfolha, sendo mais visíveis na safra no ano seguinte. Apenas em ataques severos e precoces ocorrem perdas na granação dos frutos e no rendimento (coco/beneficiado), no mesmo ano.

A desfolha acentua a seca de ramos laterais e provoca, gradualmente, a deformação das plantas (acinturamento) e o aparecimento de ramos ladrões, exigindo desbrotas e antecipação de podas.

As plantas desfolhadas têm reduzido seu abotoamento, florescimento e pegamento dos frutos, o que afeta a produtividade. Em certos anos, as perdas são maiores, devido a ataques mais graves no ano anterior. Porém, os cafeeiros com carga mais baixa são menos afetados e se recuperam, melhorando a produção no ano seguinte, o que compensa aquelas perdas e diminui o prejuízo médio, considerando várias safras.

Essa perda média devido à ferrugem, obtida de quatro ou mais safras em ensaios experimentais, ocorre na faixa de 20-50%, variando conforme a variedade, a região, o nível de trato, etc.