Męs Cotação Dif.
Dez/08 121,10 -2,00
Mar/09 128,50 -2,20
Mai/09 0,00 0,00
Męs Cotação Dif.
Dez/08 110,65 2,35
Mar/09 112,00 0,65
Mai/09 114,80 0,65
Męs Cotação Dif.
Nov/08 1.761,00 -13,00
Jan/09 1.823,00 4,00
Mar/09 0,00 0,00
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Sobre o Café
Pragas e Doenças

 

Fonte: Cultura de Café no Brasil Novo Manual de Recomendações (Matiello, Santinato, Garcia, Almeida e Fernandes).

    Praga - Nematóides

Os nematóides são pequenos vermes que atacam as raízes do cafeeiro, sendo que as espécies mais freqüentes são: Meloidogyne incognita, M. exigua, M. paranaensis, M. coffeicola, M/ hapla, M. arabicidae e M. arenaria, Pralylenchus brachiurus e P. coffea, Xiphinema krugi, Helycotilenchus dihistera, Aphalenchus sp e Criconemoides sp.

A espécie de maior importância no Brasil é Meloidogyne incognita, que ocorre com maior gravidade nas regiões de solo arenoso, no Paraná e São Paulo, assim como em áreas restritas no Sul e Alto-Paranaíba em Minas Gerais. Outras áreas de solo arenoso (como Oeste da Bahia) são potenciais para o ataque desse nematóide. M. incognita afeta drasticamente o sistema radicular do cafeeiro, onde causa necroses e rachaduras, ficando as raízes com aspecto de cortiça, reduzindo sua absorção de água e nutriente, afetando o desenvolvimento e a produção das plantas, que se tornam fracas, depauperadas e chegam até a morrer, já que o nematóide destrói até as raízes principais (sistema radicular grosso). As lavouras atacadas tornam-se, gradativamente, anti-econômicas, acabando por ser erradicadas e geralmente substituídas por outras culturas. Esse nematóide possui várias raças (4-5 já identificadas), o que dificulta o trabalho de seleção de variedades tolerantes. Uma das raças tidas como M. incognita foi recentemente caracterizada como uma nova espécie, M. paranaensis.

Meloidogyne exigua é uma espécie que causa pequenas galhas no sistema radicular fino do cafeeiro, causando menores perdas de produção e não chegam a depauperar a lavouras em médio prazo, podendo haver uma convivência com esse nematóide, sem necessidade de erradicar a lavoura, a curto prazo. Ocorrem problemas sérios em plantios feitos sobre áreas de cafezal velho, infectado. Essa espécie encontra-se presente em todas as regiões produtoras, com exceção daquelas de café Robusta/Conillon, resistentes a esse nematóide. Algumas áreas de café Conillon foram constatadas com ataque de M. paranaensis

M. incognita tem amplo espectro de hospedeiros, sejam plantas cultivadas (algodão, batata, feijão, fumo, girassol, milho, mamona, sorgo, soja etc.), sejam árvores de proteção, como a Grevillea e o Kiri, ou ervas daninhas no meio do cafezal (capim pé-de-galinha, falsa-serralha, maria-pretinha, beldroega, mentrasto etc), o que dificulta o controle através de rotação de culturas, pois a população da praga pode manter-se na área tendo como hospedeiro essas plantas.

A disseminação dos nematóides pode ocorrer através de mudas de café e de plantas de sombra infestadas, através de enxurradas e pelo trânsito de implementos agrícolas, que levam o solo infestado (com ovos e larvas) para outras áreas, assim como os trabalhadores, que transferem solo infestado, agarrado às botas, nos dias de chuva.

M. coffeicola, uma espécie considerada inicialmente muito grave, já que danifica o sistema radicular primário do cafeeiro, teve sua importância reduzida, face ao seu pequeno espectro de hospedeiros e à sua baixa permanência na área, sendo suficiente a rotação de culturas, em curto prazo, para acabar com o problema.

Não se conhece bem, nas condições da cafeicultura brasileira, a importância das demais espécies de nematóides aqui citadas. Na Colômbia e América Central, Pratylenchus ocorre com gravidade, e na Costa Rica ocorre a associação de ataque de Meloidogyne com fusariose, dando a doença chamada de “corchosem”, que é provável estar ocorrendo em cafezais em nossas condições, conforme observação efetuada em cafezais no Sul de Minas, associação bem conhecida em outras culturas no Brasil (em pimenta-do-reino, maracujá etc.).